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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Empanadas


Em recente viagem a Buenos Aires (Argentina), experimentei empanadas em diferentes restaurantes e cafés. A melhor, sem dúvida, é a de carne. Como não dava para trazer alguns exemplares dessa delícia, fui atrás de uma receita, que ainda será testada. Por enquanto, fiquem com algumas informações sobre o salgado e, claro, àgua na boca!

Empanada criolla

As empanadas são um prato tradicional da Argentina, do Chile e do Peru, mas é na Argentina, que a iguaria reina absoluta, podendo ser encontrada por todo o país e em muitas variações. Como entrada ou como uma opção de lanche rápido, podem ser encontrada por toda Buenos Aires. Dos bares mais simples aos restaurantes mais sofisticados de Puerto Madero e Recoleta.

O recheio tradicional é de carne bem temperada e picante, que deve ser cortada em pequenos cubos. O uso de carne moída é desaconselhado, porque seca rapidamente e requer mais gordura para o cozimento. Em geral, usa-se o contrafilé, embora possam usar outros cortes. A peça é cortada em bifes, a seguir em tiras finas e, depois, a carne é picada na ponta da faca. Os mais puristas não dispensam a grasa de pella (ou a gordura de porco), sem a qual, acreditam, é impossível fazer uma autêntica empanada argentina.

Recheio de carne

A massa, pincelada ou não com ovo, antes do ingresso no forno, pode ser mais grossa ou mais fina, mais firme ou mais macia, com menos ou mais gordura. As bordas (chamadas repulgues) podem ser torcidas para cima ou para baixo, para a direita ou esquerda ou, ainda, apenas apertadas com os dedos ou com os dentes de um garfo. Os variados recheios podem ser mais ou menos úmidos, apimentados ou não, com mais ou menos cominho ou alho, com ou sem tomate, com azeitona ou uva passa, ou, ainda sem esses complementos. Para quem preferir, há também a versão frita.

História
Especula-se que a origem da empanada remonte à antiga Pérsia, atual Irã, e que, de lá, tenha sido levada para os países árabes, onde era preparada com carne de carneiro e trigo burgol. Essa iguaria, muito similar à empanada que conhecemos hoje, era chamada de "esfiha" ou "fatayer", e chegou â Península Ibérica nos farnéis de viagem dos conquistadores mouros em 711. Os sete séculos de ocupação árabe popularizaram a iguaria em terras espanholas e os conquistadores e colonizadores espanhóis que cruzaram o Atlântico e aportaram no Novo Continente trouxeram-na para a América.

Pode ser que tenha sido assim, mas, o que podemos imaginar com certeza, é que, em algum momento perdido no tempo, buscando um alimento que fosse nutritivo, não deteriorasse muito rapidamente e pudesse ser transportado com facilidade, alguém tenha tido a idéia de abrir um pão ao meio, recheá-lo com alguma carne guisada e fechá-lo. Deu-se a isso o nome de comida "empanada", ou seja, "dentro do pão". Surgia assim, o que viria a ser chamado de sanduíche e, quando uma mente mais pragmática resolveu assar o pão já com o recheio, surgiu a empanada.


FONTE: Com informações do link http://correiogourmand.com.br/info_cultura_gastronomica_49.htm

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Melhor relaxar!

Relaxar pode ser uma forma mais eficaz de perder peso do que fazer dieta. Isso foi o que sugeriu um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, publicado no American Journal of Health Promotion. A pesquisa mostrou que a abordagem dietética tradicional de restringir tanto calorias quanto tipos de alimento traz poucos resultados na perda de peso no longo prazo. A abordagem sem dieta se concentra em melhorar o estilo de vida para reforçar a saúde independentemente da perda de peso. O programa, adaptado de um desenvolvido pela Harvard Mind-Body Medical Institute (http://www.mbmi.org), mostrou uma melhora significativa na redução de sintomas psicológicos como ansiedade e depressão e sintomas médicos como dor, fadiga e insônia, que muitas vezes levam à compulsão por alimentos e, com isso, à ingestão de calorias extras desnecessárias.

Fonte: Folha Online

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Vamos tomar um 'tera'?

Atendendo a pedidos de um amigo sul-mato-grossense, seguem informações sobre o tereré!

O tereré (ou tererê), assim como o chimarrão, é uma bebida feita com a infusão da erva-mate (ilex paraguariensis). Contudo, a erva mate do chimarrão e do tereré diferem em sua produção, pois a utilizada no preparo do tereré fica em repouso por volta de oito meses em local seco, sendo depois triturada de forma grossa. Outra diferença é que o tereré é consumido com água bem gelada, a qual geralmente adicionam-se gotas de limão. É uma bebida agradável e refrescante, ótima para matar a sede!

É uma tradição paraguaia muito difundida nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul por terem sido povoados pelas tribos guaranis. Também é consumido no noroeste do Paraná, Rondônia, Acre, interior do estado de São Paulo, Goiás e Tocantins. No nordeste argentino (províncias de Formosa, Chaco, Corrientes e Misiones) é muito comum ver pessoas bebendo tereré.

O tereré tradicional é servido na guampa, fabricada com parte de um chifre de bovino, com uma das extremidades lacrada com madeira ou couro de boi, e o seu exterior revestido por verniz. Com o auxílio da bomba filtra-se a infusão do tereré, para que não se absorva o pó da erva triturada.

Ah... e o tereré também tem os seus 10 mandamentos:

1. Não cuspa o tereré.
2. Não mexas na bomba.
3. Nunca colocar açúcar na água.
4. Não digas que o tereré é anti-higiênico.
5. Não deixes um tereré pela metade.
6. Não te envergonhes do "ronco" no fim do tereré.
7. Jamais chamar uma guampa de cuia.
8. Não alteres a ordem em que o tereré é servido.
9. Não "durmas" (demore) com a guampa na mão.
10. Tomar tereré todos os dias.

Com informações da Wikipédia.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Chimarrão

O ato de tomar chimarrão, apesar de simples e informal, tem suas regras. Sendo assim, que tal conhecer a 'etiqueta da roda de chimarrão' com uma boa dose de humor?

Os 10 Mandamentos do Chimarrão

1- NÃO PEÇAS AÇÚCAR NO MATE
O gaúcho aprende desde piazito o porquê o chimarrão se chama também mate amargo ou, mais intimamente, amargo apenas. Mas se tu és de outros pagos, mesmo sabendo, poderá achar que é amargo demais e cometer o maior sacrilégio que alguém pode imaginar nesse pedaço do Brasil: pedir açúcar. Pode-se por água, ervas exóticas, cana, frutas, cocaína, feldspato, dollar, etc... mas jamais açúcar. O gaúcho pode ter todos os defeitos do mundo, mas não merece ouvir um pedido desses. Portanto, tchê, se o chimarrão te parece amargo demais, não hesites, pede uma coca-cola com canudinho. Tu vais te sentir bem melhor.

2- NÃO DIGAS QUE O CHIMARRÃO É ANTI-HIGIÊNICO
Tu podes achar que é anti-higiênico por a boca onde todo mundo põe. Claro que é. Só que tu não tens o direito de proferir tamanha blasfêmia em se tratando de chimarrão. Repito: pede uma coca-cola de canudinho. O canudo é puro como a água de sanga (pode haver coliformes fecais e estafilococos dentro da garrafa, não nele).

3- NÃO DIGAS QUE O MATE ESTÁ QUENTE DEMAIS
Se todos estão chimarreando sem reclamar da temperatura da água, é porque ela é perfeitamente suportável por pessoas normais. Se tu não és uma pessoa normal, assume tuas frescuras (caso desejes te curar, recomendamos uma visita ao analista de Bagé). Se, porém, te julgas perfeitamente igual aos demais, faze o seguinte: vai para o Paraguai. Tu vai adorar o chimarrão de lá.

4- NÃO DEIXES UM MATE PELA METADE
Apesar da grande semelhança que existe entre o chimarrão e o cachimbo da paz, há diferenças fundamentais. Como o cachimbo da paz, cada um dá uma tragada e passa-o adiante, já o chimarrão não. Tu deves tomar toda a água servida até ouvir o ronco da cuia vazia. A propósito, leia logo o mandamento abaixo.

5- NÃO TE ENVERGONHES DO "RONCO" NO FIM DO MATE
Se, ao acabar o mate, sem querer fizer a bomba "roncar", não te envergonhes. Está tudo bem, ninguém vai te julgar mal-educado. Esse negócio de chupar sem fazer barulho vale para a coca-cola com canudinho que tu podes até tomar com o dedinho levantado (fazendo pose de assumida).

6- NÃO MEXAS NA BOMBA
A bomba de chimarrão pode muito bem entupir, seja por culpa dela mesma, da erva ou de quem preparou o mate. Se isso acontecer, tens todo o direito de reclamar. Mas por favor, não mexas na bomba. Fale com quem te passou o mate ou com quem lhe passou a cuia. Mas não mexas na bomba, não mexas na bomba e, sobretudo, não mexas na bomba.

7- NÃO ALTERE A ORDEM EM QUE O MATE É SERVIDO
Roda de chimarrão funciona como cavalo de leiteiro. A cuia passa de mão em mão, sempre na mesma ordem. Para entrar na roda, qualquer hora serve, mas depois de entrar, espera sempre a tua vez e não queiras favorecer ninguém, mesmo que seja a mais prendada prenda do estado.

8- NÃO CONDENES O DONO DA CASA POR TOMAR O PRIMEIRO MATE
Se tu julgas o dono da casa um grosso por preparar o chimarrão e tomar ele próprio o primeiro mate, saibas que o grosso és tu. O pior mate é o primeiro, e quem toma está te prestando um favor.

9- NÃO "DURMAS" COM A CUIA NA MÃO
Tomar mate solito é um excelente meio de meditar sobre as coisas da vida. Tu mateias sem pressa, matutando... E às vezes te surpreendes até imaginando que a cuia não é cuia, mas o quente seio moreno daquela chinoca faceira que apareceu no baile do Gaudêncio... Agora, tomar chimarrão numa roda é muito diferente. Aí o fundamental não é meditar, mas sim integrar-se à roda. Numa roda de chimarrão, tu falas, discutes, ris, xingas, enfim, tu participas de uma comunidade em confraternização. Só que essa tua participação não pode ser levada ao extremo de te fazer esquecer a cuia que está na tua mão. Fala quanto quiseres mas não esqueças de tomar o teu mate que a moçada tá esperando.

10- NÃO DIGAS QUE O CHIMARRÃO DÁ CÂNCER NA GARGANTA
Pode até dar. Mas não vai ser tu, que pela primeira vez pega na cuia, que irás dizer, com ar de entendido, que o chimarrão é cancerígeno. Se aceitaste o mate que te ofereceram, toma e esqueces o câncer. Se não der para esquecer, faz o seguinte: pede uma coca-cola com canudinho que ela etc... etc...

Pércio de Moraes Branco

Fonte: http://www.chimarrao.com/

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Nhoque da sorte

Para quem acredita que pode dar uma forcinha para a sorte, hoje é uma boa oportunidade. Conta a lenda que em um dia 29, um frade andarilho perambulava por um vilarejo, em algum lugar da Itália. Com fome, bateu à porta de uma casa e pediu comida. Foi recebido por um casal que, mesmo com certa desconfiança, o convidou para sentar-se à mesa com eles. O único alimento que tinham para oferecer era nhoque, sete nhoques para cada um. Depois de comer, o frade agradeceu a acolhida e se foi. Para surpresa do casal, ao retirar a mesa, havia embaixo dos pratos moedas de ouro.

É claro que para toda superstição há os incrédulos, nesse caso, aqueles que garantem que o ritual de comer nhoque todo dia 29 nasceu na América do Sul, como estratégia de restaurantes que precisavam aumentar a clientela. De qualquer maneira, vale a pena arriscar.


Origem da massa
Relatos contam que o nhoque existe desde os antigos gregos e romanos. Na Itália, chamaram-no primeiramente de macarrão. Na Idade Média, porém, já era conhecido com o nome atual. Em português: nhoque. Em italiano: gnocchi.

Simpatia
Colocar uma nota de qualquer valor sob o prato com nhoque. Em pé, separe sete nhoques e coma um a um. Para cada nhoque, faça um pedido diferente. O dinheiro colocado sob o prato deve ficar guardado até o próximo dia 29, para garantir a fartura. Outros dizem que deve ser dado a alguém que necessite ou usado quando for feita nova simpatia. Depois de tudo isso é só saborear o restante do prato!

P.S.: Em breve iremos publicar a tradicional receita de nhoque feita pela Malu e pela D. Branca. Quem sabe no próximo dia 29 você não se anima a preparar. Agiliza aí, Vivi!

Com informações do Terra Culinária e O Estado de São Paulo.
Crédito da foto: Restaurante Famiglia Caliceti di Bologna